quinta-feira, 23 de outubro de 2008

(amor?)

o que leva um ser humano a fazer aquilo ?
o que leva uma pessoa normal, sem antecedentes criminais, a fazer um negócio tão bruxo ?
não, amor é que não é. não vou julgar dizendo que o carinha não sabe o que é amar, talvez ele até soubesse, antes, muito antes. mas ali, quando entrou no apartamento da ex-namorada com uma arma, e um saco de cartuchos pra recarregar a arma, não era amor. isso é doença. possessividade. obsessão. maldade.
e ainda querem procurar os culpados. a ex-namorada, impiedosa, ruim, sem sentimento, que terminou o namoro ? a polícia, que deixou a Nayara entrar? a mídia, que fazia a cobertura ao vivo e deixava o sequestrador informado de tudo o que os policiais poderiam fazer com ele ? a polícia, que demorou pra invadir ? a polícia, que invadiu [supostamente] antes dos tiros ? a polícia, que não colocou sonífero na comida deles ? a polícia, incompetente ? poxa ! tudo bem que foram vários fatores que fizeram o final dar errado, mas o único principal culpado é o débil inconseqüente, descontrolado impulsivo e louco, esse cara. que agora tá lá, em cela separada, com medinho dos outros presos que estão loucos pra quebrar ele. e é o que ele merece mesmo, levar um pau. E convenhamos, ele deve ter achado super divertido ser tratado como uma celebridade, até dando entrevistas [pra Sonia Abrão, ao vivo, durante o sequestro!]. me poupe.
o objetivo do Lindemberg era ficar o máximo de tempo com a Eloá, aproveitar cada minuto com ela.
ele ama a Eloá, e quer a Eloá do lado dele.
e diz que fez tudo por amor. (amor?).

terça-feira, 14 de outubro de 2008

uma frase.

Transitórios, é isso. Vocês são muito transitórios, entende ?São instáveis, hoje aqui, amanhã ali. Eu sei, também ja fui assim. Só que chega um ponto que a gente cansa, que não quer mais saber de aventuras ou procuras, entende? Acho que é isso que vocês não são capazes de compreender, que a gente, um dia, possa não querer mais do que tem.

[Caio Fernando Abreu]

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Nostalgia

Ela voltou. Foi ontem, quando em meio a centenas de bandeiras vermelhas, vi uma menina loirinha, na garupa do pai, cantando eufórica o jingle da campanha do PT. Era eu, a mais ou menos uns dez anos atrás.

sábado, 4 de outubro de 2008

Hi

E ontem terminou a oficina de fotorreportagem na web, com a Tássia. Sem muitas ou meias palavras, adorei. E, AQUI tá o nosso material produzido. Valeu a pena.

E, este blog está precisando passar por mudançaaasss. wait

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

editorial ABRA

Pra quem não sabe, nós, alunos da Unifra, somos responsáveis pelo jornal ABRA, no 2º semestre do curso. Esse mês o tema foi Responsabilidade Social, e rendeu váárias pautas legais. Mas esses assuntos eu deixo para o editorial, que foi escrito pelo Fabiano e vou publicar aqui. E, eu sei que sou suspeita pra falar, mas permitam-me um simples comentário: queeeee editorial!

Tempo de Aprender
Já foi o tempo (se é que houve esse tempo) que as universidades eram apenas espaços para se aprender conteúdos teóricos, baseados nas características de cada curso.
Claro que é importante para o dentista saber como obturar, não há dúvidas que o advogado deve conhecer leis e que o jornalista deve escrever bons textos.
Mas o mundo acadêmico vai além do que se aprende em sala de aula, existe algo de muito maior, algo que acontece do lado de fora dos muros universitários.
Cada vez mais, é importante o pensamento de um todo, a visão de comunidade, a consciência de que o mundo e as pessoas precisam de um pensamento plural. As instituições de ensino superior, hoje, tem a difícil tarefa de, antes de tudo, formar cidadãos, capazes de discernir propostas e indicar caminhos que possam nortear uma comunidade que clama por mudanças. Atitudes que possibilitem um futuro melhor a médio e longo prazo.
A construção desta nova realidade passa necessariamente, pela responsabilidade social, seja de empresas, entidades e organizações, até chegar ao mundo de cada um.
Na carona do tema do VI Fórum de Comunicação Social da Unifra, o ABRA cumpre com o seu papel, e apresenta nesta impressão o olhar crítico e responsável de futuros jornalistas.
Jovens que se preocupam com a relação entre sociedade e meio ambiente, a coleta seletiva de lixo e reciclagem, uma galera que sabe a importância do voto, homens e mulheres que entendem e valorizam o sorriso de uma criança.
Ao ler o ABRA, você vai conhecer histórias de quem sabe que o beliscão da agulha vale a pena, ele significa o alivio de quem recebe uma doação de sangue. Vai ser lendo nosso jornal que você vai repensar suas atitudes no transito, e nem vai se incomodar com a buzina do carro de trás.
Então tá ! curte um pouco do que pensa e sente essa moçada que se preocupa não apenas com matérias e pautas, mas sim com os personagens de cada uma das histórias reais do dia-a-dia.
Por Fabiano Oliveira.

Das telas do cinema à vida real

*Artigo para História do Jornalismo II
Poucas pessoas sabem, mas grande parte dos nossos gestos e hábitos vêm incorporados das
telas de Hollywood. Os anos 30 foram conhecidos, no Brasil, como a era do cinema. Porém, com a Primeira Guerra Mundial, a indústria cinematográfica européia diminuiu drasticamente, fazendo assim com que os Estados Unidos herdassem tudo e monopolizassem a produção, distribuição e exibição dos filmes no mundo todo. Portanto, falar em cinema na década de 30 era falar em Hollywood.
Para manter o “status” e garantir suas condições de modernidade, as pessoas vestiam suas melhores roupas para ir ao cinema. Muitos se apaixonavam pelos astros das telas, e para as mulheres solteiras, era hábito colecionar fotos de seus atores favoritos. Até o poeta Carlos Drummond de Andrade apaixonou-se por uma estrela do cinema, Greta Garbo, a quem dedica um de seus poemas, “Os 27 filmes de Greta Garbo”.
A verdade é que o cinema é um grande influente no cotidiano das pessoas, e não somente nas décadas iniciais de seu sucesso. Gestos como segurar um copo, acender um cigarro, o flerte com a moça, o sorriso sarcástico, foram herdados das grandes telas. O cinema teve o poder de fazer as mulatinhas do Rio de Janeiro descolorir seus cabelos, depois de assistirem ao filme Platine Blonde. É o sistema cultural que mais exerce efeito nas mudanças de comportamento dos indivíduos.
Ainda hoje, não somente a indústria Hollywoodiana como também a televisão, pesa uma enorme influência nos hábitos de seus espectadores. O corte e a cor do cabelo da protagonista, a distribuição dos móveis na sala de estar glamourizada, a roupa da moda dos personagens, acaba moldando as pessoas, que buscam essas semelhanças das telinhas e incorporam à sua vida real. E tudo isso comprova que, desde o início da indústria cinematográfica, há sete décadas, o cinema é um grande aliado no comportamento humano.

Pic. Elizabeth Taylor,Greta Garbo, Marilyn Monroe, Alinne Moraes.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

um livro... ou vários

Comecei a gostar do Jostein Gaarder quando li Através do espelho, se não me engano em 2003. Aí descobri que aquele livro gigantesco, O mundo de Sofia, era obra dele. Quando devorei as últimas páginas daquela bíblia filosófica, me apaixonei. E ontem, terminei de ler pela segunda vez A garota das Laranjas. O que tenho a dizer é que os livros dele são simplesmente apaixonantes. Neles a gente encontra algumas respostas às nossas perguntas inquietantes, e muitas vezes, mais perguntas às nossas inquietações.
O que importa é que esses livros são uma grande viagem... desde à Noruega e suas redondezas, à Atenas, à Grécia, ou até às diversas galáxias, estrelas e mundos sobre nós... são uma viagem dentro de nós mesmos e dentro de cada questionamento que temos sobre a vida e esse mundo...
Não tem como escrever aqui sobre um livro específico do cara. Por isso deixei aqui esses três nomes, e digo que são ótimos para aqueles momentos só nossos, das perguntas loucas da vida.
Ah! Depois que a gente fecha um livro do Gaarder, não tem como enxergar as coisas da mesma maneira de sempre. É tudo muito mais complexo!