eles não estão nem aí se seu celular era novinho e você recém pagou a primeira prestação. não querem saber se a sua bolsa estava recheada de documentos importantíssimos e papeladas que você guardou para conseguir aquele emprego. pouco se importam se você estava indo ao velório da sua tia ou visitar sua amiga no hospital. não querem nem saber se os únicos 20 reais que sobreviviam na sua carteira eram para o último rancho do mês.e vão mandar você pra aquele lugar se disser "por favor, deixe esse dinheiro que é para a cirurgia do meu filho que está morrendo". foda-se você e seus problemas. eles não se comovem. eles querem mesmo é saciar o desejo incontrolável e viciante, aquele desejo que os deixa como zumbis, alucinados, abobados, doentes, inconsequentes. e pra isso, serve a parada do ônibus, a rua supermovimentada à luz do di
a, a porta do supermercado, a esquina de casa. servem a bolsa, seu celular ou dois reais. eles querem alimentar o vício, a merda da droga, o horrorizante crack. pra isso, nem pensam em medir consequencias, já vêm pra cima sem perguntar nada da sua vida, eles querem é a "vida" deles.
a, a porta do supermercado, a esquina de casa. servem a bolsa, seu celular ou dois reais. eles querem alimentar o vício, a merda da droga, o horrorizante crack. pra isso, nem pensam em medir consequencias, já vêm pra cima sem perguntar nada da sua vida, eles querem é a "vida" deles. [a culpa é de quem?] aí entramos em uma longa discussão. mas pensando em uma resposta imediata, dá pra dizer que essa remessa violenta de assaltos por aí tem uma resposta: o crack. sim, você prova na primeira vez e já está viciado, a partir daí faz qualquer coisa pra conseguir a droga. até mesmo abordar alguém pra pedir dois reais(com uma faca na mão, claro).
mas, e a raiz do problema?
mas, e a raiz do problema?
ah, crianças, vão para a escola. poxa, crianças, que estão fazendo na rua? ei, crianças, não fiquem aí, entrem, vamos estudar e ser alguém na vida. venham, crianças, o futuro é de vocês. viu, crianças, se não estivessem nas ruas... olhem, crianças, não estariam viciadas. sabiam crianças? seriam alguém na vida. sim, crianças, teriam um futuro só de vocês, e não acabariam ali, na próxima esquina com um tiro nas costas.





