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terça-feira, 9 de junho de 2009

a culpa é de quem?

eles não estão nem aí se seu celular era novinho e você recém pagou a primeira prestação. não querem saber se a sua bolsa estava recheada de documentos importantíssimos e papeladas que você guardou para conseguir aquele emprego. pouco se importam se você estava indo ao velório da sua tia ou visitar sua amiga no hospital. não querem nem saber se os únicos 20 reais que sobreviviam na sua carteira eram para o último rancho do mês.e vão mandar você pra aquele lugar se disser "por favor, deixe esse dinheiro que é para a cirurgia do meu filho que está morrendo". foda-se você e seus problemas. eles não se comovem. eles querem mesmo é saciar o desejo incontrolável e viciante, aquele desejo que os deixa como zumbis, alucinados, abobados, doentes, inconsequentes. e pra isso, serve a parada do ônibus, a rua supermovimentada à luz do dia, a porta do supermercado, a esquina de casa. servem a bolsa, seu celular ou dois reais. eles querem alimentar o vício, a merda da droga, o horrorizante crack. pra isso, nem pensam em medir consequencias, já vêm pra cima sem perguntar nada da sua vida, eles querem é a "vida" deles.


[a culpa é de quem?] aí entramos em uma longa discussão. mas pensando em uma resposta imediata, dá pra dizer que essa remessa violenta de assaltos por aí tem uma resposta: o crack. sim, você prova na primeira vez e já está viciado, a partir daí faz qualquer coisa pra conseguir a droga. até mesmo abordar alguém pra pedir dois reais(com uma faca na mão, claro).
mas, e a raiz do problema?
ah, crianças, vão para a escola. poxa, crianças, que estão fazendo na rua? ei, crianças, não fiquem aí, entrem, vamos estudar e ser alguém na vida. venham, crianças, o futuro é de vocês. viu, crianças, se não estivessem nas ruas... olhem, crianças, não estariam viciadas. sabiam crianças? seriam alguém na vida. sim, crianças, teriam um futuro só de vocês, e não acabariam ali, na próxima esquina com um tiro nas costas.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Big Bosta

Eu, como mil ou milhões de pessoas, repudia essa novelinha da vida real, mas mesmo assim, tá lá toda noite na frente da tv pedindo silêncio pra ouvir o que fulano disse, porque o beltrano retrucou, quem se amassou e quem foi pro paredão. A gente ouve as conversas deles com a maior atenção, se emociona junto com uma ceninha romântica, repara nas roupas e na decoração da festa, fica indignado com aquela discussão e defende um ou outro participante quando vamos comentar sobre os brothers. E a conversa dura... se bobear, mais de horas, só falando daqueles confinados que quando saírem daquela portinha, vão para o Paparazzo e terão suas semanas de fama.
Agora, ai, me expliquem! Como é que a gente se vicia tanto em futilidade? Eu juro que quando começou essa edição, falei pra todo mundo que não ia assistir nem um capítulo, tanto que quando começava o Big Brother nas férias em Navegantes, eu fazia questão de me virar de costas para a tv e pensar em amoras, ou pegava meu livro e começava(tentava) ler. Até que um dia, eu não virei mais as costas e comecei a prestar atenção nos indivíduos confinados. Ai, céus. Agora, me perguntem qualquer coisa que eu sei responder. Nem acredito que tô vendo isso e meu livro tá parado na mesma página de durante a tarde.
E o pior de tudo é que a gente sabe das coisas inevitáveis desse jogo nem tão imprevisível assim. Aquela potranca morena, por exemplo, tá ali porque é gostosa, usa decotes do tamanho do mundo, esfrega a bunda nas câmeras e dá audiência. No primeiro paredão, entre a bonitinha quietinha e a potrancuda, adivinha quem ficou ? Sinceramente, putaria tem a mesma inicial que o nome dessa moça.
Mas, well, eu tô de férias. Tenho o meu direito de futilidade. E, além do mais, pra criticar alguma coisa, a gente precisa conhecer
e estar por dentro, não é ? Então, tô assistindo pra poder criticar. Heheh. Até.


sábado, 29 de novembro de 2008

nobreza

Olhe ao redor. Sua casa, seu quarto, a cama, o sofá, a televisão, o guarda-roupas. Seus livros, seus cds, as cartas, os porta-retratos e as fotografias... Móveis, roupas, comidas, tudo. Se foi, junto com a água lamacenta de uma enchente.
Agora imagine: não são só seus pertences que se vão. Um morro de terra e lama desaba e engole a sua casa. Leva junto a sua família.
Não, não é historinha inventada, não é imaginação. Todo mundo sabe da existência dessas tragédias, e histórias como essas estão acontecendo aos montes: resultado das 110 mortes em Santa Catarina nessa semana até agora. Mais de 78 mil desabrigados. setenta e oito mil pessoas, sem teto. Não tem mais nem o que olhar, não sobrou nada, não têm mais casa, não tem móveis. Perderam até todas aquelas recordações, fotografias e um pouco da história, que poderiam estar numa caixa, dentro de um armário, guardadas com sentimentos e saudade. Se foi... tão rápido quanto a correnteza.






fotos clicrbs
Mas o bonito é ver todo mundo sensibilizado com isso. Caaara ! Depois dizem que ser humano é uma bosta - somos acomodados, isso sim. É inédito, nunca vi as pessoas tão mobilizadas ajudando. Gaúcho, paranaense, paulista... Mais de dez toneladas de produtos de limpeza, higiene e alimentação já foram arrecadados. É muita coisa, mas é claro que é preciso muito mais.... e pelo jeito não vai faltar não. Aqui em Santa Maria é uma galera arrecadando doações. Em Santa Rosa também tô sabendo das escolas que estão juntando alimentos e produtos pra doar. A Embaixada dos Estados Unidos também liberou uma grana para ajudar as famílias desabrigadas. Nobreza.

E eu vi uma cena que me comoveu, também comoveu o Fabiano e até quem ouviu a Atlântida hoje de tarde. Um casal aparece lá na rádio, com vários produtos de higiene, água mineral e alimentos. O casal de namorados ouviu que as doações poderiam ser feitas e entregues ali. No carro, decidiram passar no mercado, comprar os produtos e foram lá entregar as várias sacolas. Nobreza.

É isso que me faz acreditar que as pessoas ainda são humanas. O problema é o comodismo. Agora, imaginem se houvesse o tamanho dessa solidariedade o tempo inteiro, não só nessas tragédias. Mas é preciso tragédia dessa altura, para percebermos que podemos e temos condições, sim, de ajudar outras pessoas.
E todas essas atitudes, não deveriam ser consideradas tão nobres assim. Elas deveriam ser normais. A solidariedade é o correto. Mas, do jeito que as coisas andam, mobilização e solidariedade tamanhas acaba virando atitude de nobreza, passível de prêmios e troféus.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

(amor?)

o que leva um ser humano a fazer aquilo ?
o que leva uma pessoa normal, sem antecedentes criminais, a fazer um negócio tão bruxo ?
não, amor é que não é. não vou julgar dizendo que o carinha não sabe o que é amar, talvez ele até soubesse, antes, muito antes. mas ali, quando entrou no apartamento da ex-namorada com uma arma, e um saco de cartuchos pra recarregar a arma, não era amor. isso é doença. possessividade. obsessão. maldade.
e ainda querem procurar os culpados. a ex-namorada, impiedosa, ruim, sem sentimento, que terminou o namoro ? a polícia, que deixou a Nayara entrar? a mídia, que fazia a cobertura ao vivo e deixava o sequestrador informado de tudo o que os policiais poderiam fazer com ele ? a polícia, que demorou pra invadir ? a polícia, que invadiu [supostamente] antes dos tiros ? a polícia, que não colocou sonífero na comida deles ? a polícia, incompetente ? poxa ! tudo bem que foram vários fatores que fizeram o final dar errado, mas o único principal culpado é o débil inconseqüente, descontrolado impulsivo e louco, esse cara. que agora tá lá, em cela separada, com medinho dos outros presos que estão loucos pra quebrar ele. e é o que ele merece mesmo, levar um pau. E convenhamos, ele deve ter achado super divertido ser tratado como uma celebridade, até dando entrevistas [pra Sonia Abrão, ao vivo, durante o sequestro!]. me poupe.
o objetivo do Lindemberg era ficar o máximo de tempo com a Eloá, aproveitar cada minuto com ela.
ele ama a Eloá, e quer a Eloá do lado dele.
e diz que fez tudo por amor. (amor?).

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Histórias de João's



João Hélio Fernandes Vieites. João Roberto Amorim Soares.
Não, o que eles têm em comum não é o primeiro nome. O que têm em comum é que eram crianças, de sete e três anos, e tinham suas respectivas famílias, que os perderam tão repentinamente como a água escapa para o ralo. O que têm em comum é que foi na zona Norte do Rio que suas famílias os viram respirar pela última vez, antes de um João ser arrastado, e o outro baleado. Em atitudes grotescas de assaltantes, e atitudes igualmente estúpidas, de policiais.
Se alguém não lembra, João Helio foi arrastado por sete quilômetros pelo cinto de segurança de um carro que ladrões haviam assaltado. A mãe, a irmã e a amiga conseguiram sair do carro, mas o menino ficou ali, pendurado ao cinto, andando em zigue-zague junto com o carro.
João Roberto, nessa segunda, voltava de uma festinha com a mãe e o irmão de nove meses. A mãe viu uma viatura e encostou para dar passagem à polícia, que parou a alguns metros atrás, começando a metralhar: mais de quinze tiros em direção ao carro. Um deles, na nuca de João.
Não sei mesmo o que mais pode chocar as pessoas. Cheia de razões está Martha, quando fala em banalização da violência( leia o texto aqui). Tudo acontece, nada mais apavora. Se apavora, logo esquecem. E se esquecem, é porque não mais apavora. Há tempos as coisas por aqui eram “inacreditáveis”. Passaram a ser triviais.
Enquanto está em foco um crime desses, centenas de outros, igualmente comoventes, estão rolando por aí. Mas só "lembram" do mais chocante (é, a mídia lembra do mais chocante). Que ainda assim, não tarda a ser esquecido.
Quantas histórias de João’s ainda para contar?
Ainda quantos bandidos presos?
E quantos mais policiais “desastrosos”? que faltou nesses policiais? Preparos, treinamento, bom senso, cuidado?
Não queria acreditar que a humanidade caminha a passos compridos para o caos. E seria muito pessimismo da minha parte escrever tudo isso e ficar aqui, parada. Mas, que está acontecendo por aqui?!
Ainda assim, é como diz o Renato. “... e todos acreditam no futuro da nação”.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Sobre leis

Dear Pri pediu pra que eu escrevesse sobre essa nova lei que seu Lula sancionou, que torna infração gravíssima dirigir com qualquer teor alcoólico. Well, vamos lá.
A tal da lei (nº11.705 do Código de Trânsito Brasileiro), diz que quem for pego em rodovias federais com qualquer gotinha de álcool no sangue levará uma multa no valor de 955 reais, e terá a carteira de habilitação apreendida por um ano. Antes era permitido até 6 decigramas, pois bem, agora é qualquer gotinha de álcool no sangue. Isso quer dizer: menos de um cálice de vinho, uma lata de cerveja, ou até um remédio(sim, um remédio contém álcool, e há o risco de quem tomou o remédio, também ser penalizado por ter gotinhas de álcool no sangue!). Eu já sei que meio mundo deve estar revoltado e indignado com o rigor dessa nova lei. Mas, bem, analisemos os fatos: a lei é válida para quem trafega em rodovias federais. Ora, quem vai trafegar em rodovias federais, não pode mesmo beber um gole de alcool.(isso quer dizer, Pri, que o teu pai pode, sim, te buscar em uma festa dentro da cidade depois de tomar uma taça de vinho, sem perder 955 reais).
E no caso dos remédios, como é uma quantidade muito pequena, logo os sinais de álcool desaparecem do sangue. Em questão de 40 minutos, se for feito o teste novamente, não terá mais sinal algum de álcool. Isso quer dizer que o "rigor" dessa lei nem é tanto assim. Mas é claro que não deixa de ser, e, por sinal, não é assim que as coisas funcionam por aqui? Só desse jeito mesmo, impondo, exagerando, extrapolando. Até porque a gente tá vesgo de saber que os maiores índices de acidentes e mortes no trânsito são mesmo devido à embriaguez.
Tudo bem que é exagerado, tudo bem que é rigoroso, mas é só assim que dá resultado. Todo mundo já estava avisado que beber e dirigir não dá. Como não levavam a sério a dicazinha, agora veio a lei. E experimenta não levar a sério.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

"Adeuzinho, filhinha"

Tá, eu sei que tá todo mundo de saco cheio dessa história, mas ontem a reportagem que eu li na Zero Hora me deixou mal de verdade. Sim, é sobre a guriazinha aquela, a Isabella. Alguém me explica, pelamordedeus, como pode existir gente tão cínica como esse Nardoni e essa Ana Jatobá? Porque, convenhamos, todo mundo percebeu o jeito que eles estavam na entrevista, e cá pra nós, qual é o pai que reage tão pacificamente a morte de uma filha a ponto de sorrir e cuidar as palavras certas numa entrevista ? E , se não tivesse culpa nenhuma, não ficaria só pensando em se defender, e sim, em procurar o verdadeiro culpado. Ai, simplesmente, o tamanho da minha revolta, sem explicação.
E sério, não tem outra pessoa que possa ter feito isso.
Eu só queria entender, eu juro, só queria entender o que passa na cabeça de um ser conseguir fazer um negócio desses e ainda ter cara de pau de negar, em rede nacional, tudo, mesmo com fatos que só comprovem que foram eles mesmo!
O que passa na cabeça de um pai que mata a filha e joga na janela assim ? Tipo, filhinha, vou colocar primeiro teus pezinhos pela janela, não, não vai doer, agora te seguro pelos pulsos, vou largar o braço esquerdo tá ? Pronto. Adeuzinho filhinha.
O que tá passando pela cabeça de um animal desses ? Não, porque não pode ser normal.