quarta-feira, 24 de junho de 2009

ai, os plátanos

sei, o outono já foi, mas elas ainda estão ali.
se não estão mais penduradas nos galhos, já forram o chão e deixam as ruas e os pátios bem característicos, ou voam leves com o vento, denunciando o inverno que chega. não sei explicar, só sei de uma sensação boa e confortante, ver essas folhas, de tons esverdeados a amareados, douradas ou secas. é leviano. é charmoso. é poético.
é vento. é outono. eu amo os plátanos!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

meter a cara no travesseiro

porque quer abafar os soluços e deixar sumir as lágrimas sem notar. porque é bom desandar. porque a raiva tomou conta e é melhor morder a fronha. porque é melhor ninguém ouvir.
pois que seja fraqueza, então.

sábado, 20 de junho de 2009

sim, é claro que vou protestar



Depois de tanto suspense com duas votações adiadas, eis que surge o resultado: não existe mais a obrigatoriedade do diploma jornalístico. Foram-se quarenta anos, e então é derrubada a lei que exige o diploma para o exercício da profissão. Agora, um médico, um advogado, um professor, uma doméstica, todos eles, podem ser jornalistas. Eles não passaram por nenhuma aula de redação, nunca viram as técnicas de noticiabilidade, não ficaram quatro anos sentados em uma cadeira para aprender antropologia, sociologia, filosofia. E mesmo assim, lá estarão eles, em uma sala de redação, ou estúdio de TV, formando opiniões.
Afinal, os superiores ministros do Supremo Tribunal Federal, o que pensam? “O direito da liberdade de expressão é para todos”. Concordo, e também acrescento: o direito a ter uma informação de qualidade, também é para todos. E já que os cidadãos têm esse direito, merecem ser atendidos. Quem, não sendo qualificado, sabe informar devida e corretamente? Escrever bem, muita gente escreve. Mas há uma diferença abismal entre escrever bem e escrever bem jornalisticamente. Aí entram as técnicas, os aparatos que só serão adquiridos em uma formação acadêmica.
Talvez os ministros do STF não saibam o que consentiram no momento da votação. Talvez não tenham percebido que a decisão tomada no dia 17 desvalorizou a comunicação da sociedade, apunhalou os jornalistas por formação e deixará o jornalismo cada dia mais precário. Mas, querem saber? Não vou desistir assim. Alguém, um dia, em algum lugar, vai entender e valorizar o jornalista que pensa. E é isso que na academia se aprende, e nossos futuros “concorrentes não-diplomados” não aprenderão: a viver e a pensar como jornalista, de fato.

terça-feira, 9 de junho de 2009

a culpa é de quem?

eles não estão nem aí se seu celular era novinho e você recém pagou a primeira prestação. não querem saber se a sua bolsa estava recheada de documentos importantíssimos e papeladas que você guardou para conseguir aquele emprego. pouco se importam se você estava indo ao velório da sua tia ou visitar sua amiga no hospital. não querem nem saber se os únicos 20 reais que sobreviviam na sua carteira eram para o último rancho do mês.e vão mandar você pra aquele lugar se disser "por favor, deixe esse dinheiro que é para a cirurgia do meu filho que está morrendo". foda-se você e seus problemas. eles não se comovem. eles querem mesmo é saciar o desejo incontrolável e viciante, aquele desejo que os deixa como zumbis, alucinados, abobados, doentes, inconsequentes. e pra isso, serve a parada do ônibus, a rua supermovimentada à luz do dia, a porta do supermercado, a esquina de casa. servem a bolsa, seu celular ou dois reais. eles querem alimentar o vício, a merda da droga, o horrorizante crack. pra isso, nem pensam em medir consequencias, já vêm pra cima sem perguntar nada da sua vida, eles querem é a "vida" deles.


[a culpa é de quem?] aí entramos em uma longa discussão. mas pensando em uma resposta imediata, dá pra dizer que essa remessa violenta de assaltos por aí tem uma resposta: o crack. sim, você prova na primeira vez e já está viciado, a partir daí faz qualquer coisa pra conseguir a droga. até mesmo abordar alguém pra pedir dois reais(com uma faca na mão, claro).
mas, e a raiz do problema?
ah, crianças, vão para a escola. poxa, crianças, que estão fazendo na rua? ei, crianças, não fiquem aí, entrem, vamos estudar e ser alguém na vida. venham, crianças, o futuro é de vocês. viu, crianças, se não estivessem nas ruas... olhem, crianças, não estariam viciadas. sabiam crianças? seriam alguém na vida. sim, crianças, teriam um futuro só de vocês, e não acabariam ali, na próxima esquina com um tiro nas costas.

sábado, 23 de maio de 2009

desafinado coro dos contentes!

é isso que eu chamo aquela galera toda, aquela multidão em uníssono, aquele coro apaixonado, enlouquecido, eufórico, cantando com o coração. que mistura de sensações boas quando eu ouço todas aquelas músicas. que coisa boa gritar, bem desafinada, todas aquelas canções. que nostalgia.
vamos remar contra a corrente,
desafinado coro dos contentes!
ó o auê aí

gessinger+leindecker=poucavogal(sta maria,22.05.09)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

mãe

eu lembro que em todas as vésperas de dia das mães eu chegava do colégio com um cartãozinho confeccionado na aula, cheio de trequinhos e minha letra maravilhosa com o "mamãe, amo vc". acho que aqueles meus garranchos ainda continuam guardados na gaveta do quarto deles.
mãe, dessa vez não teve cartãozinho do colégio com garranchos de aluno de 3ª série, mas é com o mesmo amorcarinhopaixão que eu te desejo feliz dia das mães, e as melhores coisas do mundoooo ! afinal tu é a melhor ! saudadona, tu é um orgulho gigantesco que eu tenho aqui!! te amo dona Vera!!


quinta-feira, 7 de maio de 2009

aquilo que me impulsiona

não sei dizer se foi ele que me escolheu ou se eu o escolhi. mas, se ele quem me escolheu, me fisgou direitinho. e se eu não nasci pra ele, estou aprendendo a me moldar a ele. e assim quero fazer pra sempre! ah, esse tal jornalismo...
confesso que mal lembro o momento exato em que decidi seguir essa palavrinha, mas agora sei bem que é isso que quero seguir na minha vida. todos os dias isso se confirma. não, nunca fui 'profí', nunca escrevi milhões de matérias nem passei por experiências grandiosas - galera, tô recém no humilde e torturante terceiro semestre da faculdade. mas as poucas coisas que experenciei já me deram o sabor que eu sempre busquei.
acontece que hoje fui fazer uma pauta sobre garis. ai, ai. parece tão simples. na verdade é. tão corriqueiro pra um repórter, fazer um roteiro de perguntas, entrevistar algumas pessoas, colher os dados, escrever. mas não é só isso. porque ninguém, além de mim, sabe descrever a emoção, a alegria, a euforia que me deu terminar aquelas entrevistas. cara, não foi NADA de diferente, nada extraordinário! mas foi a minha matéria! foi mais uma reportagem! uminha a mais! simplezinha, do meu jeitinho, nadíssima de grande coisa, mas... foi mais uma matéria que eu fiz!
pareço boba, como uma mãe se vangloriando de um filho que as vezes apronta alguma. mas eu sou assim, cada mínina coisinha é uma a mais...e assim vou. ah, eu não quero parar aqui. eu quero mais. quero mais desse gosto. e sei ha muito pra passar na melhor profissão do mundo. porque é isso que me impulsiona. e sei que preciso para o que vem pela frente.
e ainda perco essa timidez.