domingo, 20 de julho de 2008

Friend's Day

Hoje eu poderia escrever milhares de definições particulares sobre o que é amizade. Mas, estou certa de que meus amigos sabem muito bem o que é, sem precisar definições. Única coisa que vou fazer é concordar com Oscar Wilde, meus amigos são todos assim: metade loucura, metade santidade, metade bobeira, metade seriedade. Quero os que fazem de mim louca e santa, boba e séria, criança e velha.
E, mesmo que quase um clichê, a frasesinha do Fernando Pessoa é verdade pura: Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos".

Ah, feliz dia do amigo!

sábado, 19 de julho de 2008

Alguém que te inspire

Esses dias atrás eu estava completamente sem idéias sobre o que escrever neste humilde blog. Aí então foi que recebi uma dica; ter alguém que te inspire faz uma boa diferença.
Eu simplesmente estou passando dias felizes na minha vida. Eu gosto disso. Eu gosto quando toca o telefone. Eu gosto de sorrir todos os dias. Gosto. Isso me
faz bem.

Recordações

Faz duas semanas que estou em férias na minha cidade.
E, bem, nessas duas semanas pude dormir muito, ler muito e caminhar muito. É, tenho o hábito aqui em Santa Rosa de caminhar, na avenida ou no quartel; sedentária que sou, pelo menos as minhas caminhadas eu curto. Sempre gostei de caminhar, sozinha ou com quem quisesse me acompanhar. E essas caminhadas das minhas férias têm sido um tanto nostálgicas. Sim, isso porque a avenida a qual me refiro já foi o meu caminho de ida e volta da escola, já foi o lugar de caminhadas confidentes, de pedidos e banhos de chuva, de voltas das festas com o meu irmão e o carro a mil, já foi o caminho em que eu organizava e desorganizava meus pensamentos, enquanto ia do centro pra casa a pé, nas tardes quentes ou nos dias do vento gelado.
Ah, e o trajeto até a minha casa, fora da avenida e dentro do bairro, também soa nostálgico. Enxergo dez, doze anos atrás. Antes daquela casa amarela ser construída, era ali que a gente brincava nos montes de areia e levava os chingões quando os donos do terreno viam. Nessa rua tinha aquele pé carregado de amoras, saíamos de casa com um potinho, ficávamos horas colhendo e comendo amoras. Ali, na frente da minha antiga casa, eu brincava com as barbies, e o mais divertido era depois que chovia, a água ficava acumulada entre o cordão da calçada e a rua, então fazia a piscina das barbies. Não me perguntem como, mas eu lembro de cada coisa minuciosamente.
Então eu chego em casa. Agora eu sei que as minhas histórias não vão mais ser contadas pelas ruas de Santa Rosa. Mas sei que elas ainda guardam as minhas histórias, até quando minha memória se esforçar a recordar. Num tempo de 20 minutos, deu pra lembrar de grande parte dessas minhas histórias. E é bom não esquecê-las. Posso agora estar muito diferente, ter crescido, amadurecido e até mudado, mas muito do que fui revela o que me tornei.
E muito do que fui está escrito por aqui... nessas ruas, avenidas e nas minhas recordações.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sonhos

Um dia ainda quero entender porque a gente sonha. Não, Freud não me soa muito convincente quando diz que sonhos são aqueles desejos reprimidos que vão pro nosso inconsciente. E eu sei que pra cada sonho meu, o amigo Freud teria uma explicação. Mas, mesmo assim, não sei se tão convincente. Continuo tendo os sonhos como uma interrogação bem gigante.
Como é que podemos viajar pra lugares desconhecidos, enxergar pessoas que nunca vimos, tudo isso enquanto dormimos, sossegados, sem sair da cama?
E não é só comigo, mas, poxa vida, cada sonho esquisito... Lugar estranho, pessoas desconhecidas, de repente aquele ser desconhecido se transforma em outra pessoa que eu conheço bem, e acontece alguma coisa ruim com ela. Ou, o amigo que já morreu, aparece no sonho e quer se matar. Estou dirigindo e não consigo parar o carro. Tô pulando de um prédio e percebo que vou morrer. Sonhei que já morri. Sonhei até com vampiros.
Sonhos coloridos ou em preto-e-branco. Silenciosos ou com muitas conversas. Sonhos onde grito e acordo chorando. Ou sonhos que dão vontade de continuar dormindo, só pra sonhar mais um pouco. . e o sufoco daqueles em que não se consegue acordar ?Aqueles que tu acorda e pensa: sonhei ou aconteceu ? Bem que poderia acontecer... e os que suspiro e penso; ainda bem que foi só um sonho.
Como disse um certo poeta, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Mas, bem, esses são apenas os que eu sonho dormindo... e sozinha.

sábado, 12 de julho de 2008

Hoje

Hoje é o dia ideal pra lembrar das dezenove vezes que ja passei por essa data.
É claro que as primeiras pareciam muito mais emocionantes, chapeuzinho de cone pra todo mundo, decoração da Turma da Mônica, muita fanta-laranja, brigadeiros e gelatininhas.
Se eu me esforçar, lembro de todas as dezoito anteoriores, mas algumas ficaram bem marcadas.
Na pré-escola, quando cheguei na sala de aula e a profe havia escrito em todo o quadro, com giz colorido e cheio de balões ao redor, "parabéns, Liciane!". Incrível como ainda lembro dos pratinhos de plástico cor-de-laranja que distribuí para os coleguinhas, e foi aquele fuzuê, todos se lambendo com os doces e a torta.
Obviamente não esqueceria da minha festinha de 13 anos, quando a polícia veio me dar os parabéns aqui em casa. É, inacreditavelmente, os tais policiais vieram pedir para que os cidadãos de 13 anos moderassem com o barulho na vizinhança. Heh, então tá.
E a tentativa fracassada das minhas amigas em tentar me fazer uma festa surpresa, na oitava série. A única festa "surpresa" que ganhei, e ainda consegui descobrir de tudo dias antes. AH, e o presentinho amável das amigonas, o tal do TELECAR nessa mesma festa, super bacana, hahah.
Mas claro que não vou descrever aqui todos os meus aniversários anteriores.
É que a cada aniversário, vem um pensamento diferente na cabeça, e provavelmente a cada ano passamos a pensar de maneiras diferentes, aquela história toda, vontade de mudar, renovar, inovar, reciclar, reaproveitar...


E como disse uma pessoa especial, hoje é o meu ano novo.
Então vai lá lici, fecha os olhos, faz um pedido.... e assopra as velinhas.

Eeeeee.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Histórias de João's



João Hélio Fernandes Vieites. João Roberto Amorim Soares.
Não, o que eles têm em comum não é o primeiro nome. O que têm em comum é que eram crianças, de sete e três anos, e tinham suas respectivas famílias, que os perderam tão repentinamente como a água escapa para o ralo. O que têm em comum é que foi na zona Norte do Rio que suas famílias os viram respirar pela última vez, antes de um João ser arrastado, e o outro baleado. Em atitudes grotescas de assaltantes, e atitudes igualmente estúpidas, de policiais.
Se alguém não lembra, João Helio foi arrastado por sete quilômetros pelo cinto de segurança de um carro que ladrões haviam assaltado. A mãe, a irmã e a amiga conseguiram sair do carro, mas o menino ficou ali, pendurado ao cinto, andando em zigue-zague junto com o carro.
João Roberto, nessa segunda, voltava de uma festinha com a mãe e o irmão de nove meses. A mãe viu uma viatura e encostou para dar passagem à polícia, que parou a alguns metros atrás, começando a metralhar: mais de quinze tiros em direção ao carro. Um deles, na nuca de João.
Não sei mesmo o que mais pode chocar as pessoas. Cheia de razões está Martha, quando fala em banalização da violência( leia o texto aqui). Tudo acontece, nada mais apavora. Se apavora, logo esquecem. E se esquecem, é porque não mais apavora. Há tempos as coisas por aqui eram “inacreditáveis”. Passaram a ser triviais.
Enquanto está em foco um crime desses, centenas de outros, igualmente comoventes, estão rolando por aí. Mas só "lembram" do mais chocante (é, a mídia lembra do mais chocante). Que ainda assim, não tarda a ser esquecido.
Quantas histórias de João’s ainda para contar?
Ainda quantos bandidos presos?
E quantos mais policiais “desastrosos”? que faltou nesses policiais? Preparos, treinamento, bom senso, cuidado?
Não queria acreditar que a humanidade caminha a passos compridos para o caos. E seria muito pessimismo da minha parte escrever tudo isso e ficar aqui, parada. Mas, que está acontecendo por aqui?!
Ainda assim, é como diz o Renato. “... e todos acreditam no futuro da nação”.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Olho no olho


Sou da opinião de que tudo o que tem pra ser dito deve ser dito, obrigatoriamente, olhando nos olhos. Nada de MSN, telefone ou e-mail, claro, salvo em situações inevitáveis. Mas não inventaram melhor maneira do que essa: frente a frente, olho no olho, vendo a reação, enxergando gestos e expressões, sentindo a pulsação. Porque bonito mesmo é o que te desarma, o que te deixa segundos sem reação, te deixa de boca aberta, com olhos brilhando e um sorriso no rosto. E isso não se enxerga pelo MSN, não se sente em uma conversa pelo telefone e muito menos se traduz em um e-mail.
Alguém já experimentou decifrar olhares? Já percebeu como as amigas se comunicam por olhares? Como um casal conversa por olhares?
Verdades ou mentiras, devem ser ditas olho no olho. Coisas boas ou ruins, olho no olho.
Na real, é preciso exercitar nossos sentidos ao vivo: visão, audição, tato, paladar, olfato... Algo menor do que isso talvez seja mera ilusão.
É preciso perceber que a vida é o que se sente em um abraço, em uma lágrima, num tapa no rosto ou em um beijo.
Tudo muito mais que uma realidade virtual... vida real.