já to voltando, já...
essa semana feira do livro, e coisas boas pra contar.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
no ritmo de um amanhã colorido
Hoje é aniversário do Duca. Nenhuma data mais propícia pra deixar aqui a entrevista perfil que fiz com ele, em maio do ano passado. Ainda não tinha postado aqui, é um dos textos que mais gostei de escrever.
Taí!
No ritmo de um amanhã colorido

Duca dirigiu o curta Chá de frutas vermelhas, que foi ao ar na RBS TV no encerramento da edição 2009 de Curtas Gaúchos. Também é o idealizador do seu próprio estúdio, o Submarino Amarelo. Lá foram produzidas as músicas de seu novo projeto em parceria com Humberto Gessinger, “Pouca Vogal”, que esteve no dia 22 de maio em Santa Maria. “Estou adorando esse projeto. É muito bom sair do seu universo único, que é ser líder de uma banda, e entrar na vida de outro líder de banda. É um aprendizado muito grande” explica Duca.
Taí!
Aos onze anos, ele queria ser o melhor guitarrista do mundo. Hoje já não tem essa pretensão, mas por três vezes consecutivas foi eleito pela crítica o melhor guitarrista do ano. Graças a seu irmão mais velho e ao avô, Duca Leindecker entrou no mundo da música. É líder da banda gaúcha Cidadão Quem. Além da guitarra, as composições, palavras envoltas em livros e telas de cinema também são suas paixões.

Duca dirigiu o curta Chá de frutas vermelhas, que foi ao ar na RBS TV no encerramento da edição 2009 de Curtas Gaúchos. Também é o idealizador do seu próprio estúdio, o Submarino Amarelo. Lá foram produzidas as músicas de seu novo projeto em parceria com Humberto Gessinger, “Pouca Vogal”, que esteve no dia 22 de maio em Santa Maria. “Estou adorando esse projeto. É muito bom sair do seu universo único, que é ser líder de uma banda, e entrar na vida de outro líder de banda. É um aprendizado muito grande” explica Duca.
Além de todas as atribuições que podem ser dadas a Duca Leindecker, o músico sempre teve uma relação muito forte com o pára-quedismo. “Foi uma coisa muito legal que aconteceu na minha vida e muito horrível também”, relembra. Ele diz que se divertiu muito, teve prazer e emoção, mas também tristeza por causa da morte do baterista da banda e grande amigo Cau Hafner, que morreu saltando em 1999. “Por isso eu acabei, aos poucos, parando de saltar”.
A Casa da Esquina (1999) e A Favor do Vento (2003) são os seus livros publicados. Ficções bem mescladas com a vida real: o que há de autobiográfico em A Casa da Esquina? “Tudo”, responde Duca. “Não é documental porque não tem compromisso com a verdade, e adaptei algumas coisas. Mas ele é baseado em histórias da minha vida”. Descobertas, infância, a família e a perda são temas que predominam em sua narrativa.
Não tendo nenhuma formação em curso superior, Duca sempre optou por fazer o que realmente gosta. Não faz nenhuma faculdade porque ocupa muito bem o seu tempo com o seu grande prazer: a música. Mas, se sobrasse tempo para fazer, teria preferências. “Existe faculdade de culinária? Era o que eu faria, culinária e direito”.
Ele sempre teve medo de morrer jovem. Talvez pelo fato de seu pai ter ido tão cedo. O menino Duca tinha apenas oito anos. Por isso o pai de Guilherme resolveu compor O Amanhã Colorido, como um testamento ao seu pequeno de cinco anos. Lágrimas umedecem seus olhos. “Eu gostaria que ele soubesse como eu vejo a vida. Melhor do que dinheiro ou qualquer coisa que eu deixe, é a minha forma de ver a vida”, confessa o músico.
Duca sempre teve a convicção que o mais importante na vida é acreditar no que está fazendo e fazer com vontade. “Independente de onde eu estivesse agora, Duca Leindecker, do jeito que ele é, estaria com a mesma realização que tem hoje com a música, sendo cozinheiro ou advogado. Porque se você gosta, não se importa de passar o tempo inteiro fazendo”, comenta. Mas ele não deixaria a música. Dela, ele sempre gostou. Por isso, tamanha realização.
segunda-feira, 29 de março de 2010
todos juntos numa só legião
Não há quem tenha nascido ou vivido nas décadas de 80 e 90 que não o conheça. Na verdade ele embalou a vida de muita gente, na sua Geração Coca-Cola. Em uma das suas primeiras composições, o cara já mostrou pra que veio: Que país é esse é uma letra contestadora, quase inimaginável ter sido escrita por um jovem de 18 anos. Mas, sim, foi em 1978 que Renato Manfredini Jr. a compôs, quando ainda fazia parte da antiga banda, o Aborto Elétrico.
De professor de inglês a acadêmico de jornalismo, Renato Russo se encontrou mesmo nos palcos e nos rabiscos de letras de músicas. E sem dúvida, pra mim e pra muita gente, ele é sim, o grande poeta do rock nacional. Há quem discorde, mas pela trajetória de vida, ele desbanca o tão heroico Cazuza, que, apesar de ter muito talento, foi um rebelde sem causa. (Ok, papo pra outra hora).
Dia 27 de março Renato faria 50 anos. Aí o motivo do post.
Mesmo depois de 14 anos sem Legião Urbana e sem o seu líder, ele continua por aí: nas caixas de som e no idealismo de uma legião de fãs. Até quem não teve tempo de conhecê-lo, consegue gostar das canções com a admiração de quem conhece seu ídolo. Renato Russo não foi só "Legião Urbana" : ele foi a dificuldade de uma doença que o deixou na cadeira de rodas aos 15 anos, foi a luta pelo seu espaço, foi a revolta pela sociedade na ditadura, foi superação de preconceitos(por sua orientação sexual, por ser soropositivo...), foi filho e foi pai. Sim, ele também foi tristeza e melancolia. Renato foi rock n'roll, foi poeta, alma de garoto. Sentia-se só frequentemente, e olha a ironia agora: há uma legião que o acompanha.
Renato Russo eternizou. Só ele teve a coragem de admitir que gostava de meninos e meninas. Só ele soube celebrar a estupidez humana, e nos dizer que o mal do século é a solidão. Ele quem aconselhou: é preciso amar, como se não houvesse amanhã.
Renato foi triste, sim. Dessa tristeza que veio uma obra melancólica, mas bela. Ele acreditava na mudança. Em não ficar parado, correr atrás, começar por si mesmo. Por isso gritava, quem acredita sempre alcança. O "Junior", como chamava sua mãe, não teve tempo de se despedir. Mas deixou sua herança: algo que acompanhará eternamente diversas gerações... todos juntos, numa só legião!
terça-feira, 23 de março de 2010
longe, longe, longe, aqui do lado...
vontade de correr nem se sabe pra onde. tudo que queria era poder ir pra longe. BEM longe..
nem precisava ser pra sempre, só por um tempo. mas ficar longe de algumas coisas que não descem... que angustiam. que deixam roendo as unhas. olhando pro nada. coração apertado. pensamento estranho. cabeça na lua. medo infundado. agonia chata. insônia ridícula. queria só respirar. e tentar entender. melhor fugir.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Eat, pray, love
A busca pelo "Eu" em três países que, coincidência ou não, têm as mesmas iniciais do "EU", em inglês "I" . Itália, Índia, Indonésia.
Comer, rezar, amar (Elizabeth Gilbert) está na lista dos livros que eu mais gostei de ler e vou recomendar para sempre. No início de 2009 comprei e ele foi a companhia das férias. Depois que li, deu vontade de emprestar pra todo mundo que eu conheço. Já passou pela Juli, agora tá com a Maiara e fiz propaganda pra Paulinha, que resolveu não esperar o empréstimo e comprar o dela. E agora, a Paula acaba de me mostrar um trailer. Sim, o filme! A estreia tá prevista pra 13 de agosto nos cinemas norte-americanos, e a Julia Roberts se encarrega de protagonizar.
No Brasil, parece que a estreia é em 24 de setembro.Nem preciso dizer, quero MUITO ver!!
Confere aí o trailer.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Let's Guns!
Vou contar. Comecei a gostar de Guns N'Roses quando o Diego me emprestou uma fita VHS, com alguns clipes de várias bandas gravados( logo ali, em 2003). Nem lembro porque ele me emprestou, mas ficou um tempão lá em casa. Lá, naquela fita, estava o casamento do Axl que acabou em tragédia. Sim, foi vendo o clipe de November Rain que comecei a prestar atenção na banda. Claro que foi um pouco tarde, mas vamos levar em conta, eu tinha 13 ou 14 anos. Confesso que nem conhecia muitas músicas, nunca fui fã de verdade. Mas eles estão entre as bandas das minhas músicas nostálgicas. Lembro de um CD que via lá em casa perambulando pelo quarto do Fê. Se não me engano era o Use your Ilusion I. Aham, faixa 4 e faixa 10. Don't cry e November Rain.
Então, tudo isso pra falar do show de terça feira. Of course, todo mundo diz que "Guns não existe mais", que a banda se foi junto com os integrantes que se foram. Sei eu lá, não opino. Mas evidente que a emoção da galera era muito maior quando ouviam as canções antigas. Pelo menos onde estávamos, a euforia era quase abandonada nas músicas do álbum novo.
Mas, ok, ok! Detalhes a parte, apesar dos quilinhos a mais e dos 40 e tantos anos que carrega, Mr. Axl está inteirinho sim. Ele cantou, gritou, enlouqueceu, dançou, correu e trocou de figurino pelo menos umas 6 vezes durante o show. E claro, deu o showzinho de atraso. Quase 5 horas de espera. Acho que passou na cabeça de todo mundo que o show não ia rolar... maasss. É, Axl Rose, não se esperava nada diferente.
Mas ele se redimiu, na hora que sentou em frente ao piano... Lá vinha ela.
"When I look into your eyes..." A melhor parte pra mim.
Se redimiu um pouquinho mais quando cantou Patience, que ficou fora do set list nos shows de São Paulo e BH.
Se redimiu um pouquinho mais quando cantou Patience, que ficou fora do set list nos shows de São Paulo e BH.
Congratulations, master! Mesmo com tanta espera e frio naquela noite, até que valeu a pena.
quarta-feira, 17 de março de 2010
inconstância
s. f.1. Falta de constância; volubilidade.
2. Instabilidade. (s.f - inseguridade na permanência).
god.
2. Instabilidade. (s.f - inseguridade na permanência).
god.
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