Adorei!
Como se mede uma pessoa?
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade verdadeira.. Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês. Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser infinito. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
sábado, 7 de abril de 2007
Num dia cinza
Feriado! Páscoa, minha casa, família, descanso.
Eu sei que eu amo isso, e me faz bem ficar do lado da minha familia.
Alguma coisa, porém, insiste em dizer que eu não to legal. Não quero esse pessimismo ridiculo, mas é isso que me ocorreu agora a noite. Tambem não sei explicar, e não sei por que escolho escrever justamente quando meus pensamentos estão em transe e eu não consigo expressar o que realmente quero dizer. Também não importa.
E não muda.
Não muda eu ficar escrevendo adoidada sobre o que não tá me agradando, o que não ta me fazendo bem, o que me faz mal, o que me faz sentir coisas esquisitas; se eu não fizer alguma coisa pra tentar mudar.
Acho que acabei de me tocar que só vou ficar em casa alguns dias eventualmente durante o ano. E isso realmente me apavorou. Calma galera, eu não tô acostumada, me apavorou de verdade.
Buut, have not problems. Aguentar Santa Maria um ano inteiro não deve ser tão ruim assim. Tem que acontecer alguma coisa boa no decorrer desses dias para que eu volte a ter aqueeela vontade. (sim, além de eu sempre centralizar meus pensamentos para um dia desses no ano que vem, de férias e enfim dentro da UFSM, mais um passo pros meus desejos).
os meus desejos...
i'm a dreamer...
nunca mais abro a janela do meu quarto, num dia cinza...
sei que o sol fica dormindo atrás das nuvens, não ilumina.
nem penso muito no que pode acontecer, enquando arrumo
todas as coisas que eu sinto, o meu passado e o meu destino
espero que o fim da tarde venha com você...
Eu sei que eu amo isso, e me faz bem ficar do lado da minha familia.
Alguma coisa, porém, insiste em dizer que eu não to legal. Não quero esse pessimismo ridiculo, mas é isso que me ocorreu agora a noite. Tambem não sei explicar, e não sei por que escolho escrever justamente quando meus pensamentos estão em transe e eu não consigo expressar o que realmente quero dizer. Também não importa.
E não muda.
Não muda eu ficar escrevendo adoidada sobre o que não tá me agradando, o que não ta me fazendo bem, o que me faz mal, o que me faz sentir coisas esquisitas; se eu não fizer alguma coisa pra tentar mudar.
Acho que acabei de me tocar que só vou ficar em casa alguns dias eventualmente durante o ano. E isso realmente me apavorou. Calma galera, eu não tô acostumada, me apavorou de verdade.
Buut, have not problems. Aguentar Santa Maria um ano inteiro não deve ser tão ruim assim. Tem que acontecer alguma coisa boa no decorrer desses dias para que eu volte a ter aqueeela vontade. (sim, além de eu sempre centralizar meus pensamentos para um dia desses no ano que vem, de férias e enfim dentro da UFSM, mais um passo pros meus desejos).
os meus desejos...
i'm a dreamer...
nunca mais abro a janela do meu quarto, num dia cinza...
sei que o sol fica dormindo atrás das nuvens, não ilumina.
nem penso muito no que pode acontecer, enquando arrumo
todas as coisas que eu sinto, o meu passado e o meu destino
espero que o fim da tarde venha com você...
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
O amor acaba
Começando aqui então!
Essa crônica Luis Fernando Veríssimo citou no ZH e eu procurei ela, e gostei, então tá aqui.
O amor acaba
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
-Paulo Mendes Campos
Essa crônica Luis Fernando Veríssimo citou no ZH e eu procurei ela, e gostei, então tá aqui.
O amor acaba
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
-Paulo Mendes Campos
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Vamoss mudar as aparências desses blogs... tem que experimentar todos os tipos né.diversificar e talz. se eu gostar desse, mudo pra cá, senão continuo naquele.
http://tornthoughts.blogger.com.br
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