quarta-feira, 19 de maio de 2010

aquilo que dá no coração

poucas músicas me chamam atenção logo de cara. segunda-feira, quando vi/ouvi a abertura oficial na novela passione, meus ouvidos já absorveram cada acorde da trilha sonora de abertura. não consigo parar de ouvir. e outra coisa, nunca fui muito chegada a novelas, mas essa tem me fisgado, pelo menos nesses primeiros capítulos (coisas que remetem à itália me dão um gostinho de "tô em casa", além daquela velha conhecida sensação de nostalgia...).
e pra completar, a música conseguiu me conquistar direitinho. confere aí o clipe de abertura, com o som lindo do lenine (aquilo que dá no coração).



terça-feira, 18 de maio de 2010

tantos dias - memórias de uma luta pela vida

Dificilmente a gente começa a ler um livro já sabendo o final da história - a menos que alguém estrague tudo e conte, claro. Mas no caso desse, é inevitável ler o nome do autor e, no máximo, o resumo da contracapa e não saber como termina. Mesmo sabendo, quis ele como uma das minhas aquisições da feira do livro (na verdade, presente do pai). Terminei de ler ontem, e não teve como evitar falar.
Marco Uchôa era repórter da TV Globo e decidiu transcrever em uma espécie de diário o processo de tratamento da sua luta contra o câncer, descoberto em 2002. A ideia era publicar um livro, quando finalmente estivesse  curado da doença. Como já se sabe, a doença o venceu.
O livro inteiro é de uma sensibilidade gigante. E sim, como era de se esperar, triste. Tantos dias - memórias de uma luta pela vida mostra ali, no autor daquelas anotações diárias e semanais, um grande lutador. Afinal, lutar contra algo que o consome, e já sabendo o final de tudo, deve ser a pior das batalhas; ainda mais quando se é atingido com apenas 34 anos, tendo um filho de seis, e uma baita carreira pela frente. A sensibilidade gritante do relato de Marco, alternado com o da mulher, Anna, deixa evidente o quanto uma doença assim afeta não apenas uma pessoa: todos que estão à sua volta acabam envolvidos. E aí, só então começa a se ter um novo olhar sobre o mundo, sobre as pessoas e sobre a vida.
Histórias como essa são um balde bem cheio de água fria na cara. Aquela coisa do tipo, "acorda pro que tu vives", temos tanto e reclamamos de tudo. Mas na correria do mundo, nunca paramos pra pensar em tudo que se tem, que se conquistou, e pra valorizar tudo o que vivemos. Ok, foi um pouco clichê esse texto, só que o livro foi uma ducha gelada pra mim também.
Acordar enquanto é tempo... :]

sábado, 15 de maio de 2010

onde seus pés nunca pisaram

 O ônibus descia a Presidente Vargas, numa tarde engarrafada. O trajeto era o mesmo pelo qual  percorria até semanas atrás. Antes confusa e medrosa por não conhecer aquele lado, agora já havia decorado todo o caminho. O destino  da tarde não era aquele típico. Tinha a sensação de ir contra a maré.
Por alguns  instantes, pensava em ser levada pela tal maré, mas para mais  longe. Não se  importaria em fazer mais cinco ou seis horas de viagem, desde que com a companhia de um bom livro ou um mp3. Mas pra chegar no desconhecido. Lá longe. Em algum chão onde seus pés nunca tenham pisado.
 Pra onde tenha sol.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

cobertura #zh

todo mundo twittado!
amanhã ocorrerão palestras com jornalistas da ZH em várias universidades do estado. a cobertura será feita por alunos da comunicação de todas as universidades q participarem. é uma iniciativa da zero hora, em comemoração ao aniversário. aí estão os palestrantes, nas suas respectivas universidades:

David Coimbra - Unisinos
Altair Nobre (editor-chefe) - Univates
Nilson Souza (ed. opinião do grupo RBS) - Ulbra
Ricardo Chaves (ed fotografia) - UcPel
Luiz Antonio Araújo(editor) - Unijuí
Tulio Millman - UPF
Rodrigo Lopes - Feevale
Humberto Trezi - IPA
Carlos Etchichury - Unicruz
Fernanda Zaffari - Unisc
Pedro Dias Lopes - Unifra e UFSM
Ricardo Stefanelli (diretor de redação) - UFRGS
Caroline Torma (editora) - UFSM (Cesnors)
Rosane de Oliveira - PUC
Moisés Mendes (editor especial) - Urcamp

e, aqui,
Pedro Lopes, editor de online da  Zero Hora,  estará na unifra as 19h; e nós, alunos da comunication, faremos a cobertura da palestra em tempo real, pelo twitter. então se liga aí nos links.

@licibrun , @maiara_bersch , @kkhorstmann , @leticia_sarturi , @mauroaraujo90 .



os tweets vão para o blog do editor, clica.
vamos para a prática do jornalismo online! #zh
acompanheeem!

ver o mundo de outro jeito

talvez, olhar por outro ângulo. enxergar aquilo que estava ali, na ponta do nariz, mas a cegueira não deixava ver. voltar a ver daquele jeito. pé na estrada, e cabeça lá na lua! do raio de sol, uma motivação. do vento no rosto, um desafio. do dia amanhecendo, um riso leve. e das horas correndo, a vontade de fazer bem.
prazer, sou eu.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

voltando

já to voltando, já...

essa semana feira do livro, e coisas boas pra contar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

no ritmo de um amanhã colorido

Hoje é aniversário do Duca. Nenhuma data mais propícia pra deixar aqui a entrevista perfil que fiz com ele, em maio do ano passado. Ainda não tinha postado aqui, é um dos textos que mais gostei de escrever.
Taí!

No ritmo de um amanhã colorido

Aos onze anos, ele queria ser o melhor guitarrista do mundo. Hoje já não tem essa pretensão, mas por três vezes consecutivas foi eleito pela crítica o melhor guitarrista do ano. Graças a seu irmão mais velho e ao avô, Duca Leindecker entrou no mundo da música. É líder da banda gaúcha Cidadão Quem. Além da guitarra, as composições, palavras envoltas em livros e telas de cinema também são suas paixões.


Duca dirigiu o curta Chá de frutas vermelhas, que foi ao ar na RBS TV no encerramento da edição 2009 de Curtas Gaúchos. Também é o idealizador do seu próprio estúdio, o Submarino Amarelo. Lá foram produzidas as músicas de seu novo projeto em parceria com Humberto Gessinger, “Pouca Vogal”, que esteve no dia 22 de maio em Santa Maria. “Estou adorando esse projeto. É muito bom sair do seu universo único, que é ser líder de uma banda, e entrar na vida de outro líder de banda. É um aprendizado muito grande” explica Duca.
Além de todas as atribuições que podem ser dadas a Duca Leindecker, o músico sempre teve uma relação muito forte com o pára-quedismo. “Foi uma coisa muito legal que aconteceu na minha vida e muito horrível também”, relembra. Ele diz que se divertiu muito, teve prazer e emoção, mas também tristeza por causa da morte do baterista da banda e grande amigo Cau Hafner, que morreu saltando em 1999. “Por isso eu acabei, aos poucos, parando de saltar”.

A Casa da Esquina (1999) e A Favor do Vento (2003) são os seus livros publicados. Ficções bem mescladas com a vida real: o que há de autobiográfico em A Casa da Esquina? “Tudo”, responde Duca. “Não é documental porque não tem compromisso com a verdade, e adaptei algumas coisas. Mas ele é baseado em histórias da minha vida”. Descobertas, infância, a família e a perda são temas que predominam em sua narrativa.
Não tendo nenhuma formação em curso superior, Duca sempre optou por fazer o que realmente gosta. Não faz nenhuma faculdade porque ocupa muito bem o seu tempo com o seu grande prazer: a música. Mas, se sobrasse tempo para fazer, teria preferências. “Existe faculdade de culinária? Era o que eu faria, culinária e direito”.
Ele sempre teve medo de morrer jovem. Talvez pelo fato de seu pai ter ido tão cedo. O menino Duca tinha apenas oito anos. Por isso o pai de Guilherme resolveu compor O Amanhã Colorido, como um testamento ao seu pequeno de cinco anos. Lágrimas umedecem seus olhos. “Eu gostaria que ele soubesse como eu vejo a vida. Melhor do que dinheiro ou qualquer coisa que eu deixe, é a minha forma de ver a vida”, confessa o músico.
Duca sempre teve a convicção que o mais importante na vida é acreditar no que está fazendo e fazer com vontade. “Independente de onde eu estivesse agora, Duca Leindecker, do jeito que ele é, estaria com a mesma realização que tem hoje com a música, sendo cozinheiro ou advogado. Porque se você gosta, não se importa de passar o tempo inteiro fazendo”, comenta. Mas ele não deixaria a música. Dela, ele sempre gostou. Por isso, tamanha realização.