terça-feira, 16 de setembro de 2008

um livro... ou vários

Comecei a gostar do Jostein Gaarder quando li Através do espelho, se não me engano em 2003. Aí descobri que aquele livro gigantesco, O mundo de Sofia, era obra dele. Quando devorei as últimas páginas daquela bíblia filosófica, me apaixonei. E ontem, terminei de ler pela segunda vez A garota das Laranjas. O que tenho a dizer é que os livros dele são simplesmente apaixonantes. Neles a gente encontra algumas respostas às nossas perguntas inquietantes, e muitas vezes, mais perguntas às nossas inquietações.
O que importa é que esses livros são uma grande viagem... desde à Noruega e suas redondezas, à Atenas, à Grécia, ou até às diversas galáxias, estrelas e mundos sobre nós... são uma viagem dentro de nós mesmos e dentro de cada questionamento que temos sobre a vida e esse mundo...
Não tem como escrever aqui sobre um livro específico do cara. Por isso deixei aqui esses três nomes, e digo que são ótimos para aqueles momentos só nossos, das perguntas loucas da vida.
Ah! Depois que a gente fecha um livro do Gaarder, não tem como enxergar as coisas da mesma maneira de sempre. É tudo muito mais complexo!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Desespero

É como se lhe arrancassem o chão dos pés, e como se você quisesse dar dois passos e mal conseguisse mexer os dedos. Ou então como correr muito, correr demais, e nunca conseguir alcançar aquele exato ponto. Talvez seja como você estar em um cubículo de 2x2 com 20 pessoas dentro. Ou sentir vontade de gritar e ver que sua voz não é o suficiente. É os pensamentos em transe, sua vontade de mudar aquela situação e não ver retorno, é medo. Ou simplesmente não conseguir dormir.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

pequenas coisas grandiosas

Hoje, abaixo de um sol escaldante e num calor atípico pra época, lá fomos nós, eu e a Maiara, atrás da tal da ASMAR( Associação dos Selecionadores de Materiais Recicláveis), pegar as informações pra nossa pauta do Abra. Depois de uma caminhadinha por rua desconhecida, chegamos.
Conversei com a Marcia, uma das funcionárias que trabalha na associação, que me explicou como funciona os processos, desde a coleta, a separação, a prensagem dos materiais até a venda. Eles arrecadam mais ou menos dez toneladas de material reciclado por mês: o nosso lixo rende uma grana, e é o sustento deles. O slogan, A transformação pela solidariedade, transmite muito bem o objetivo da associação: transformar o lixo em matéria-prima, transformá-lo para a sobrevivência; e a solidariedade, nada menos que com o nosso planeta.
São entre 14 famílias, e o legal disso tudo é que trabalham conscientes: além de conseguirem dinheiro para sobrevivência, sabem direitinho o bem que fazem para a cidade e o meio ambiente.
A gente percebeu a consciência deles quando vimos, dentro do galpão onde trabalham com as sucatas, um simples cartaz na parede.
"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra".
Sim. Precisamos de pessoas pequenas, que façam coisas pequenas. Elas viram grandiosas.

domingo, 31 de agosto de 2008

gostos e desgostos

Último dia do mês.
Devo dizer que foi um agosto cheio de coisas diferentes, surpreendentes, felizes...Maravilhosíssimas lembranças do agosto de 2008... vou tatuá-las e guardar em mim, para sempre. Algumas poderiam ser descartadas, é claro. Mas é na imperfeição que reconhecemos o perfeito. That's it.

domingo, 24 de agosto de 2008

...vale a pena

Ela não acreditava mais no amor. Depois de passar por poucas e boas, certificou-se que o melhor mesmo a fazer era não se envolver. Criou um bloqueio. Uma parede, um iceberg, um muro de Berlim dentro de si. Sabia que não podia deixar ninguém machucá-la. Não queria deixar que alguém lhe falasse palavras bonitas para no dia seguinte sumir. Por algum tempo até esqueceu o que era se apaixonar. Até que chegou alguém de mãos abanando e a desarmou. Deixou-a completamente sem falas, boquiaberta e até confusa. Sem armas ou gestos ensaiados, aquele alguém só queria um abraço sincero e sentimentos de verdade. Como ele, ela também precisava disso. Eles se encontraram na hora certa, como se houvessem combinado, como se estivesse escrito. Ele chegou para mostrar que há sentimentos sinceros sim, que um abraço apertado pode fazê-la ganhar um dia, que o amor existe... e que sentir vale a pena.

domingo, 10 de agosto de 2008

Super-herói

Ele é o seu super-herói. Nunca vacila nos problemas mais difíceis, ensinou você a caminhar, ele fez a sua casinha da árvore, ajudou você a montar os castelinhos de areia, fez você pular aquela onda no mar. Ele lhe deu a camiseta do seu time preferido, ensinou a jogar bola, levou você para ver aquela partida de futebol, depois pagou umas batatas-fritas e uma coca-cola. Ele acorda de madrugada para buscar você da festa, faz o melhor churrasco que você já provou, trabalha e tem tempo de cuidar do jardim, ele sabe fazer negócios, ele paga a sua escola.
Ele é seu pai. Você não o vê chorando, pois ele não chora, ele nunca erra, ele sabe tudo. É um super-herói.

Ele deixou rolar uma lágrima quando você nasceu. E sorriu feito bobo quando você falou “papai”. Ele roeu a unha quando você foi viajar sozinho pela primeira vez. Ficou com o coração na mão quando você começou a sair à noite. Ele chorou quando você saiu de casa para morar em outra cidade.
Ele é seu pai. Mas ele foi menino. Ele também ficou com as pernas bambas no primeiro beijo. Também não sabia como ia ser seu futuro. Ele vacila. Ele ainda tem medo de errar. Também tem medo da morte. Ele é um homem, com todas as letras, com H maiúsculo, por dentro, um menino. Ele também tem medo de ladrões. Mas por você, ele perde os medos.
Ele é seu pai. Ele pode chorar, e tem o direito de errar. Ele sabe amar com todas as forças, com uma certa timidez, com sua superproteção, com vontade de dar pra você tudo de melhor que possa existir. E você o ama. Incondicionalmente, pois ele é o seu herói de carne e osso, que além de querer te defender de tudo de ruim, já sorriu e chorou por você, e está disposto a fazer isso quantas vezes precisar.
E hoje é o dia de ele receber o abraço e o beijo mais gostosos vindos de você. Hoje ele merece muitos “obrigados” e muitos “eu te amo”. Hoje é o dia do seu eterno herói. Se ele estiver com você, aproveite-o.
Pai, eu te amo.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Olhos nus

Hoje saí de casa sem meu óculos de sol. Me permiti franzir um pouco a testa e apertar os olhinhos com a claridade, ver o branco da luz do sol, e não o marrom por trás do óculos. Hoje decidi enxergar aquelas cores como elas realmente são, bem intensas, vivas e enérgicas, e sem a sombra escura de uma lente. Me permiti aguentar os raios de luz forte, mas por algo que valeu a pena: ver todas as cores de um arco-íris e ainda um pouco mais, uma mistura de coloridos tons vibrantes, berrantes e bonitos. Bem do jeito que são. Sem lentes para mascarar.
As vezes é bom tirar o óculos e deixar a claridade penetrar no olho.Ousar. Enxergar de um jeito mais transparente, forte, intenso.
Aliás, é um pouco disso que eu preciso. Intensidade.
Mas, certamente sem esquecer que luz demais cega. E luz de menos, também.