segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A Menina que roubava Livros

Hoje terminei de ler A Menina que roubava livros. Demorei um pouco bastante para terminar, mas valeu a pena, o livro é muito bom. Mas quem só gosta de aventura, odiaria. O livro é bonito e triste ao mesmo tempo.
A personagem principal é Liesel, menina que vive na época da Alemanha nazista, e foi tirada do convívio da mãe para viver com um casal de alemães que tornaram-se seus pais adotivos. No dia em que ela se muda, além de separar-se da mãe, sofre muito com a morte de seu irmão mais novo. E é no enterro de seu irmão que rouba o primeiro de muitos livros.
No desenrolar da história, a garotinha passa por poucas e boas enfrentando todas as dificuldades da guerra e do governo de Hitler; ainda mais quando aparece um judeu, filho de um amigo de seu pai, e, em troca de um favor, eles precisam escondê-lo no porão da casa.
Os demais livros roubados de Liesel pertenciam à biblioteca da mulher do prefeito, mulher simples que perdera seu filho na guerra, e que acabara gostando muito da garota.
Tá, é claro que não vou contar o livro inteiro aqui, não quero estragar a curiosidade de quem vai ler e também não vou escrever um resumo para os folgados que não gostam de ler:]
Acredito que quem leu O caçador de Pipas e gostou, também pode gostar desse.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Para guardar do lado esquerdo

A verdade é que quando eu tô com elas tudo fica bem melhor. A verdade é que elas me arrancam uma felicidade de verdade e uma gargalhada espontânea que parece vir lá do fundo e transborda igual a espuma dum copo de cerveja.. É simples, são elas que trazem as melhores lembranças da minha vida. Com elas que a nostalgia bate e a vontade de voltar no tempo em que éramos inseparáveis torna-se gigantesca. E com elas continuo fazendo planos.
Se olhar ali pra trás, dá pra ver a diferença. Tudo era simples demais e nunca nos separaríamos. Até que um dia um tapa foi dado na cara de cada uma e, ops, acordem garotinhas. Vocês não ficarão a vida inteira juntas.
Mas, nesse momento, sabíamos que se quiséssemos, jamais ficaríamos distantes pra sempre. E foi exatamente o que aconteceu. E é toda aquela história, o tempo passou, bla bla blá, e quando nos juntamos aquele tempo volta, intenso, pra aproveitar redobrado todos os dias que ficamos longe.
E é por isso que eu encho minha boca para falar do quanto eu amo tudo isso, e do quanto vale para mim essas garotinhas.
Elas são minhas minas. Ouro.
Elas estão guardadas aqui, no lado esquerdo. Debaixo de sete chaves.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Muito gelo e dois dedos d'água

Não que eu tenha achado a história do filme maravilhosamente linda, legal e interessante, -pelo contrário, a história é sem sentido algum - mas gostei e me identifiquei com o título. Também não digo que me identifiquei com a personagem da Mariana Ximenes, naada a ver, né. Só que, talvez por dentro eu esteja assim, muito gelo e dois dedos d'água. Um iceberg, quem sabe. Pode até ser que minha vontade é ser assim, um iceberg, mesmo porque eu sempre fui tão ou mais mole do que uma gelatina derretendo, e já enjoei dessa moleza.


Um iceberg dentro de uma piscina de plástico. Seu coração está gelado, com só dois dedos de emoção circulando dentro. Devia derreter um pouco desse gelo. Deixar a emoção fluir.
-Mas foram as condições ambientais que me deixaram assim.
Sabe, um iceberg pode ter lá suas vantagens... Estou à procura delas.
É que ser mole me cansou.Preferi o gelo à gelatina, dessa vez.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Conversas com a vovó

Não existe melhor sabedoria do que ouvir histórias de avós.
É coisa boa parar uma tarde e sentar ao lado deles, tomar um chimarrão, comer um bolinho feito pela vó e escutar os seus "causos". Eles sempre dizem algo que nos deixa pensando por horas...Parece que aproveitaram tão mais saudosamente a vida, sentiram o gosto de cada momento e de cada dificuldade. Entendem mais desse mundo...
Relembram as situações como se estivessem revivendo-as interiormente e, parece até que passam essa nostalgia pra gente, que escuta. Levavam a vida com mais simplicidade.
Devem ter sentido muito mais o natural do mundo; souberam viver de luz apagada, sem televisão, sem microondas, sem telefone celular e de pés descalços. E depois, ainda souberam se adaptar ao tal do mundo tecnológico.
(pensar que existe uma geração que não vive sem um tal de big brother...)
E eles guardam tanta história que não imaginamos...
Nós aprendemos a História que eles viveram. Legal ouvir a vó falando que lembra muito bem do dia do suicídio do Vargas e a reação das pessoas chocadas, do assassinato do Kennedy, do monstruoso e triste da Ditadura.E eles, passaram por tudo isso e estão aí para nos contar.
E fico pensando, o que vai sobrar para eu contar da História que vivi.
Netinhos, antigamente esbanjávamos água; ah, sabe essa vala que divide a cidade? Um dia chámavamos isso de rio, e podíamos nos banhar ali, sentar na beira e até pescar. Tá vendo aquele espaço lá? Um dia era cheio de árvores...Bem-vindos, meus netinhos, ao mundo do caos.


Pic: Cristina Carvalhaes (http://photografos.com.br)

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Até mais, mar

Acordei e o sol tava lindo! Bora pra areia galera, último diazinho de praia.Como alegria de turista dura pouco, indo para a tal de praia começou a nublar, aí então resolveu chover até granizo, claro, dez minutos depois que eu sentei na areia da praia( onde dez minutos antes tinha um sol de rachar!).
E como eu tenho muita sorte nessa vida, tô indo embora amanhã, justo quando o tempo começa a melhorar.
E é claro, vou voltar mais branca do que já tava.
That's it, até mais praia e mar.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O dilúvio

Pois digo que, em toda a minha existência nunca vi tanta água cair desse céu de Santa Catarina! Cheguei a enjoar do barulhinho gostoso da chuva caindo no telhado; o que era tão bom pra dormir conseguiu até me tirar o sono. Nossa mãe! Passei pelas ruas daqui de Navegantes e me senti ilhada; algumas ruas laterais pareciam riozinhos de tão alagadas, muita água! Em Floripa até o shopping Iguatemi ficou embaixo d'água, e a chuva invadiu várias casas, aqui em Navegantes e por lá tambem.
Aí eu páro e penso: estamos em frente à Teoria do Caos! Toda essa enchente tem só uma razão, e não adianta querer dar a culpa no prefeito, governador, no presidente ou no papa. Sejamos realistas; a embalagem do picolé que tu comeu e jogou no chão foi parar no boeiro, e acumulou com o pacote do salgadinho que eu joguei e com a fraca quantidade de lixo que tem em cada esquina, entupiu de lixo o boeiro e começou a enchente. Tenho certeza que a culpa vai sobrar para o prefeito que não planejou um bom escoamento de água, mas peraí, meus queridos, a culpa é toda nossa! Pensemos antes de culpar, e antes de jogar qualquer papelzinho de bala pelo vento.
P.S :E nem uma mísera reportagem sobre LIXO ou as consequencias do aquecimento global na tal de Globo.

P.S 2: Como depois da tempestade sempre vem a calmaria, hoje foi o único dia de SOL lindo e quente que eu vi aqui. Antes tarde do que mais tarde, Ogum ouviu minhas preces! Agora, uma novena pra São Pedro se aquietar.
Hahaha, beijos e até.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Vida efêmera

Acontece que hoje meu pai resolveu citar a palavra velho.
Estava eu comentando que não sou muito fã daquelas músicas tipo tunxtunx, quando ele diz - se tu que é nova não consegue ouvir essas músicas, imagina eu, que já estou velho! No ato, eu solto um pára, pai; e meu irmão, que velho o quê, pai! Tudo bem, e olha que meu pai não é nem um pouco velho, e ainda tá longe de chegar lá. Pode ser que ele tenha dito no impulso, naquela comparação idade-filha/idade-pai. Mas foi isso que me fez retroceder a memória e lembrar de um monte de coisas que passaram voando.
Aí lembrei de uns dez anos atrás, quando toda a família ia à praia, eu e minha irmã preparávamos naquela emoção os brinquedinhos pra brincar na areia, e o pai e a mãe, claro, com toda a disposição do mundo, nos ajudavam a fazer castelinhos e buracos até chegar à agua, a procurar conchinhas e nos seguravam nas ondas que nos levavam e nos faziam engolir água salgada.
E lembrei da primeira vez que arrumei minhas malas para ir à praia deixando em casa os brinquedos de areia. Eu olhava os brinquedos e pensava, tô muito grandinha pra brincar com esses baldinhos, mas chegava na praia e a vontade de brincar era maior que a vergonha de uma "quase pré-adolescente" sentada e suja brincando, aí improvisava tudo: as pás eram os palitos do picolé, os baldinhos eram os potinhos de sorvete.
Até que chegou a hora que a gente chegou na praia e queria mesmo era ver gatinhos. Movimento era pra nós. Nada de deserto, brinquedos de areia, castelinhos, ou se sujar. E banho de mar bem lá no fundo, onde a onda se forma.
E aí o tempo passou tão rápido que chego na praia e escuto meu pai falando que está velho. Não que ele esteja velho, mas, como eu, deve também ter percebido que o tempo passou mais rápido do que nós queríamos, que o tempo é algo fora do nosso controle. E é uma preciosidade toda essa vida, e é efêmera toda essa vida, e passa rápido demais. Mas enquanto tenho esse tempo, quero sentir bem o gosto dessa vida, suspirar e respirar fundo, e sentir que isso tem que valer a pena.

Como dois e dois são quatro,
eu sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena. - Ferreira Goulart


P.S: Acho que vou começar a rezar pra Ogum. O Sol deve me odiar.